O dia em que o barro me moldou

Pessoa meditando em frente ao mar

No segundo dia de aula do curso de torno, o professor João me falou “Não é só você que molda o barro, o barro também molda você”.

Mas cá entre nós, mesmo ficando encantada com aquela filosofia e pensando o quanto eu queria fazer parte daquilo. Na realidade, eu não fazia a menor ideia do que ele queria dizer com aquela frase. Fiquei pensando em que formas eu poderia me transformar? O que o barro faria da minha vida?
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A mudança que 2017 pode trazer para nossas vidas.

Feliz Ano Novo

Vamos comemorar um novo ano, de mudança de vida. Uma comemoração a algo que vem, e vem pra todos nós que estamos vivos: 2017

Pra mim (e pro Brasil) 2016 foi um ano de muitas mudanças. Não só de trabalho mas também no aspecto pessoal. Praticamente mudei de vida, de hábitos, e espero que em 2017 continue mudando muito.

Eu sei que às vezes temos medo de mudar, de evoluir, de sair da nossa zona de conforto, é normal. Mas faz parte de uma evolução pessoal, todos vamos mudar inevitavelmente. Nem sempre direcionamos essa mudança para algo que realmente queremos, nem sempre mudamos nossa vida para algo que nos faça melhores como pessoas para nós, nossas famílias e para o mundo.

Eu sei, parece aqueles papos doidos de pessoas que tem tudo na vida, mas não é.

Na minha opinião tudo que importa é o que somos e o que queremos ser.

Pelo que queremos ser lembrados? Bom, se eu estou aqui falando de mudança de vida e de hábitos é porque é possível, basta criar um plano e seguir nele.

No meu caso de mudança está sendo muito difícil. Demorou anos e anos para eu ter coragem de fazer algo que sempre quis fazer na vida. Logicamente que boa parte das pessoas questionaram, não por mal nem por que torcem contra nem nada disso.

Essas pessoas todas questionaram essa mudança pq tem medo de que mudar possa ser o caminho para o fim. Quando se trata de uma mudança de trabalho corporativo para autônomo as pessoas têm ainda mais medo, pois um autônomo não tem segurança de salário, benefícios e etc. Mas gente, convenhamos, essa segurança é pura ilusão. O desemprego não é algo assim tão distante das nossas vidas. E não tem nada pior que querer trabalhar, ter disposição e não ter emprego, não é mesmo?

Enfim, o que eu queria falar nesse post é: desejo a todos um ótimo ano. Que seja bem melhor e produtivo para todos. E que nossa mudança pessoal continue mais é melhor.

Se esse post te ajudou ou fala um pouco da sua vida, deixa aqui nos comentários. Vou ficar feliz de ler e responder!

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Um pouco sobre mim e a arte do conhecimento compartilhado

A criatividade sempre fez parte da minha vida. Logicamente que a aula da escola que eu mais gostava era a aula de artes. Eu adorava como as aulas eram exploradas pela professora que sempre nos ensinava diversas técnicas e possibilidades. Quando tinha argila então, já ficava toda feliz. Eu realmente adorava fazer tudo aquilo.

Depois como vocês devem saber, a vida seguiu, fui pra faculdade estudar publicidade e logo arrumei um emprego em uma agência, e lá contei com várias pessoas que me ensinaram muito sobre publicidade e direção de arte.

Foram 13 anos trabalhando na mesma área e digo que aprendi muita coisa, mas sempre me faltava algo e eu não sabia exatamente o que era. Por vários motivos decidi seguir em frente com minha carreira publicitária e ignorar o que eu sentia de fato. Afinal sem tempo e sem dinheiro não seria possível parar para me descobrir.

A linha de raciocínio.

Pensei anos nisso até que comecei a repensar minha vida. Como sempre fui PJ dificilmente poderia me posentar. Quanto mais velhos somos, mais difícil é arrumar um emprego. Então seria melhor mudar de área, abrir um negócio que só dependa de mim. Algo que possa gerar algum dinheiro com peças de arte que foi o que eu sempre quis.

De repente me vi num workshop da Olive Cerâmica, uma querida que ensina técnicas manuais de cerâmica. Sai de lá maravilhada e fiz outro assim que pude. Nesse segundo workshop percebi qual seria minha próxima meta: fazer um curso de cerâmica e aprender ainda mais.

Pesquisei bastante e conheci o IACE e lá quem me dá aula é o professor João Ferreira, uma pessoa sensacional, calmo, focado, que me ensinou a mexer no torno elétrico, e me explicou sobre os processos de queima e temperaturas.

Com meu torno já em casa, vendo que as peças estão saindo do papel para impactar visualmente na casa e na vida de alguém que talvez eu nem conheça. Só dessa possibilidade existir já acho maravilhoso.

Mas tem algo ainda mais maravilhoso do que criar peças.

O conhecimento guardado, morre comigo e não atinge ninguém. O conhecimento compartilhado gera uma cadeia de possibilidades.

Quem sabe você aí que está lendo não vem ser meu aluno, se apaixona pela técnica, aprimora, faz do seu jeito, como eu fiz do meu, como o prof João fez do dele, como a Sofia fez da dela, e como minha professora de artes também fez. Uma cadeia de possibilidades!

Por isso aguarde pois em breve fazemos eventos e workshops para quem sabe você vir e se descobrir, ou somente brincar um pouco, desestressar numa tarde lúdica. 🙂

 

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